{"id":834,"date":"2014-05-07T00:18:37","date_gmt":"2014-05-07T00:18:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.socepel.com.br\/wpress\/?p=834"},"modified":"2014-05-08T20:37:30","modified_gmt":"2014-05-08T20:37:30","slug":"pai-de-mogi-consegue-professora-exclusiva-para-filha-com-down","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socepel.com.br\/?p=834","title":{"rendered":"Pai de Mogi consegue professora exclusiva para filha com Down"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>Ana Lu\u00edza tem 9 anos e estuda em escola da rede estadual.<br \/>\nLiminar na Justi\u00e7a garantiu professora e cuidadora para ela<\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"..\/..\/_filmes\/vid011.php\" width=\"490\" height=\"280\"><\/iframe><br \/>\nO pai de uma menina portadora de s\u00edndrome de Down, de <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/sp\/mogi-das-cruzes-suzano\/cidade\/mogi-das-cruzes.html\">Mogi das Cruzes<\/a> (SP), conseguiu na Justi\u00e7a\u00a0 uma liminar para que a filha, de 9 anos, tenha uma professora exclusiva em uma escola regular do Estado.<\/p>\n<p>Ana Lu\u00edza \u00e9 atualmente aluna do Col\u00e9gio Estadual Pedro Malozze. Os pais entraram na Justi\u00e7a no ano passado e conseguiram o acompanhamento di\u00e1rio de uma professora particular para a menina, al\u00e9m da outra educadora que leciona na mesma sala. \u201c\u00c9 fundamental ter um professor assistente para os alunos com s\u00edndrome de down para que eles possam se desenvolver em sua vida escolar\u201d, comenta o pai de Ana Lu\u00edza, Alessandro Guedes, que trabalha como gestor de p\u00f3s-venda.<\/p>\n<p>A professora auxiliar \u00e9 Regina C\u00e9lia Ven\u00e2ncio, que leciona h\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas e nunca tinha vivido nada parecido em sala de aula. A conviv\u00eancia com a pequena Ana tem sido uma motiva\u00e7\u00e3o. \u201cCada passo que ela d\u00e1, a cada aprendizagem que ela conquista, \u00e9 uma vit\u00f3ria e uma satisfa\u00e7\u00e3o muito grande para n\u00f3s que somos educadores.\u201d<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.socepel.com.br\/wpress\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Noticia_20140507-2_Imagem.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-836\" src=\"http:\/\/www.socepel.com.br\/wpress\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Noticia_20140507-2_Imagem.jpg\" alt=\"Noticia_20140507-2_Imagem\" width=\"300\" height=\"266\" \/><\/a>Al\u00e9m da professora, o pai tamb\u00e9m conseguiu uma cuidadora e transporte, tudo custeado pelo Estado. Na escola, Ana convive normalmente com outros alunos, deficientes ou n\u00e3o. Na sala de aula n\u00e3o existe nenhum tipo de separa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Atender alunos especiais n\u00e3o \u00e9 novidade para o col\u00e9gio, que faz isso desde a d\u00e9cada de 60. Os educadores s\u00e3o un\u00e2nimes em dizer que a inclus\u00e3o s\u00f3 traz benef\u00edcios. \u201cTodos se beneficiam quando voc\u00ea trata da inclus\u00e3o. O aluno regular aprende a conviver com o diferente, a valorizar a diferen\u00e7a. \u00c9 esse mundo que a gente quer\u201d, opina a supervisora de ensino Marta Terrone.<\/p>\n<p>A m\u00e3e de Ana chegou a se surpreender com a evolu\u00e7\u00e3o da filha em pouco mais de tr\u00eas\u00a0 meses de acompanhamento. \u201cA chegada dela em casa \u00e9 assim: abre a maletinha, mostra os exerc\u00edcios&#8230; tudo. Se est\u00e1 ensinando na sala, ela faz a tarefa, participa, n\u00e3o foge do foco. Ela sempre fica fazendo de tudo\u201d, conta Ana Maria Guedes, que trabalha como professora.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.socepel.com.br\/wpress\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Noticia_20140507-3_Imagem.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-837\" src=\"http:\/\/www.socepel.com.br\/wpress\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Noticia_20140507-3_Imagem.jpg\" alt=\"Noticia_20140507-3_Imagem\" width=\"300\" height=\"284\" \/><\/a>O pai chegou a pensar em matricular a filha na Associa\u00e7\u00e3o de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), uma das entidades mais conhecidas no acompanhamento de portadores de Down, mas depois de pesquisas, optou pela inclus\u00e3o. \u201cTem que ser na escola regular porque \u00e9 onde \u00e9 feita a verdadeira inclus\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s n\u00e3o estamos focados se o aluno especial vai dar conta de um determinado conte\u00fado no bimestre, mas planejamos estrat\u00e9gias para ele, para que seja capaz de executar as atividades que foram pensadas\u201d, continua a supervisora Marta Terrone.<\/p>\n<p>A m\u00e3e de Ana Lu\u00edza fica emocionada ao dar um recado a outros pais de crian\u00e7as especiais. \u201c\u00c9 necess\u00e1rio que eles criem for\u00e7a, a for\u00e7a que os filhos da gente t\u00eam quando nascem especiais. Que eles criem essa for\u00e7a e fa\u00e7am por valer essa responsabilidade que papai do c\u00e9u deu\u201d, conclui Ana Maria.<\/p>\n<p><strong>Caminhos da Justi\u00e7a<\/strong><br \/>\nO defensor p\u00fablico Renato Campolino Borges explica que o conceito de defici\u00eancia \u00e9 subjetivo. \u201cPor exemplo, um locutor de futebol que por algum acidente tenha perdido a m\u00e3o. Para o exerc\u00edcio cotidiano das atividades dele, ele n\u00e3o vai ser considerado deficiente. Mas se essa mesma situa\u00e7\u00e3o acontecer com uma secret\u00e1ria, j\u00e1 existe uma quest\u00e3o de defici\u00eancia. O conceito n\u00e3o \u00e9 m\u00e9dico-biol\u00f3gico, mas essencialmente sociol\u00f3gico. Ou seja, a defici\u00eancia \u00e9 uma circunst\u00e2ncia f\u00edsica ou ps\u00edquica que exclui aquela pessoa do conv\u00edvio natural em sociedade\u201c.<\/p>\n<p>Ele explica que a legisla\u00e7\u00e3o garante aten\u00e7\u00e3o especial \u00e0s crian\u00e7as portadoras de alguma limita\u00e7\u00e3o. &#8220;O Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente e a Lei de Diretrizes de Bases da Educa\u00e7\u00e3o estabelecem que o ensino deve ser preferencialmente na rede regular. Acaba facilitando a inclus\u00e3o social da crian\u00e7a, porque se ela vai desde o in\u00edcio para uma rede especial, onde s\u00f3 existem crian\u00e7as especiais, acaba causando uma certa estigmatiza\u00e7\u00e3o. A prefer\u00eancia \u00e9 sempre pela rede regular de ensino. Toda a sistem\u00e1tica prevista pela Lei de Diretrizes e pelo ECA \u00e9 no sentido de tentar suprir as defici\u00eancias que existem numa escola regular. O caso da cuidadora \u00e9 isso, se estabeleceu um profissional para acompanhar uma pessoa com certas dificuldades para que possa acompanhar os outros colegas&#8221;.<\/p>\n<p>Por fim, o defensor explica os passos necess\u00e1rios para que o aluno especial tenha atendimento adequado. &#8220;O primeiro caminho \u00e9 exigir administrativamente da Prefeitura ou da Secretaria de Estado. Caso isso seja negado, \u00e9 preciso se socorrer do poder judici\u00e1rio. A pessoa deve procurar um advogado particular ou a Defensoria P\u00fablica, caso a pessoa n\u00e3o tenha condi\u00e7\u00f5es de um advogado.&#8221;<\/p>\n<p>O telefone da Defensoria P\u00fablica de Mogi das Cruzes \u00e9 4799-5089<\/p>\n<p>Fonte: http:\/\/g1.globo.com\/sp\/mogi-das-cruzes-suzano\/noticia\/2014\/05\/pai-de-mogi-consegue-professora-exclusiva-para-filha-com-down.html<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ana Lu\u00edza tem 9 anos e estuda em escola da rede estadual. 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