{"id":3944,"date":"2017-03-04T01:02:21","date_gmt":"2017-03-04T01:02:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.socepel.com.br\/wpress\/?p=3944"},"modified":"2017-03-08T01:14:50","modified_gmt":"2017-03-08T01:14:50","slug":"escola-publica-bilingue-em-taguatinga-ainda-tem-vaga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socepel.com.br\/?p=3944","title":{"rendered":"Escola p\u00fablica bil\u00edngue em Taguatinga ainda tem vaga"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>A aluna Natiele Queiroz \u00e9 surda e veio do Maranh\u00e3o para estudar na unidade, que oferece Libras e portugu\u00eas<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Natiele Queiroz, de 13 anos, veio do Maranh\u00e3o para Bras\u00edlia h\u00e1 24 meses. Foi a m\u00e3e quem decidiu deixar a terra natal para dar \u00e0 filha um ensino melhor. A adolescente \u00e9 surda e frequentava uma escola regular no estado de origem. No Distrito Federal, ela \u00e9 um dos cerca de 140 alunos da Escola Bil\u00edngue Libras e Portugu\u00eas Escrito, em Taguatinga.<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong><a href=\"http:\/\/www.socepel.com.br\/wpress\/?attachment_id=3945\" rel=\"attachment wp-att-3945\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3945\" src=\"http:\/\/www.socepel.com.br\/wpress\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/Noticia_20170304-1A_Imagem.jpg\" alt=\"Noticia_20170304-1A_Imagem\" width=\"600\" height=\"457\" srcset=\"https:\/\/socepel.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/Noticia_20170304-1A_Imagem.jpg 600w, https:\/\/socepel.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/Noticia_20170304-1A_Imagem-300x229.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a>A unidade funciona desde julho de 2013 e oferece todas as etapas do ensino b\u00e1sico e educa\u00e7\u00e3o de jovens e adultos (EJA). Devido \u00e0 pouca procura, ainda h\u00e1 vagas para este ano em todas as s\u00e9ries.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>\u201cEm escolas regulares, os alunos chegam sem\u00a0uma l\u00edngua. Muitas vezes s\u00e3o filhos de pais ouvintes, com irm\u00e3os ouvintes\u201d, explica a diretora da escola, Maristela Oliveira Bento. \u201cA l\u00edngua \u00e9 muito importante para o desenvolvimento e a alfabetiza\u00e7\u00e3o de um beb\u00ea ou de uma crian\u00e7a surda.\u201d<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>No caso de Natiele, foi a m\u00e3e quem aprendeu a l\u00edngua de sinais e ensinou \u00e0 filha. A menina conta que hoje a situa\u00e7\u00e3o se inverteu. \u201cAgora eu ensino o que sei e falo que ela precisa estudar mais\u201d, brinca. Segundo a diretora Maristela, a adolescente evoluiu muito desde que chegou \u00e0 escola. Ela cursa o quinto ano.<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Turma de estimula\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica precoce fechou<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">Por falta de procura, neste ano a escola precisou fechar a turma de estimula\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica precoce, que recebia beb\u00eas de 6 meses a 3 anos de idade. A proposta \u00e9 atender quem tem a defici\u00eancia o mais cedo poss\u00edvel, para que a crian\u00e7a tenha contato com a L\u00edngua Brasileira de Sinais (Libras) durante todo o seu desenvolvimento e possa se comunicar.<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">De acordo com Maristela, para reabrir o servi\u00e7o, basta um aluno. A matr\u00edcula, como em qualquer outra s\u00e9rie oferecida, deve ser feita na secretaria da\u00a0escola (QNH 1\/3, AE 2),\u00a0das 8 horas \u00e0s 22h35, de segunda a sexta-feira.<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">A diretora diz que h\u00e1 uma inten\u00e7\u00e3o de estabelecer parceria com a Secretaria de Sa\u00fade para que os beb\u00eas surdos sejam encaminhados assim que a defici\u00eancia for diagnosticada. \u201cSe a crian\u00e7a tiver essa assist\u00eancia desde pequenininha, ela vai ser bil\u00edngue, e isso vai mudar a vida dessa pessoa.\u201d<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #000000;\"><a href=\"http:\/\/www.socepel.com.br\/wpress\/?attachment_id=3946\" rel=\"attachment wp-att-3946\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-3946\" src=\"http:\/\/www.socepel.com.br\/wpress\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/Noticia_20170304-1B_Imagem.jpg\" alt=\"Noticia_20170304-1B_Imagem\" width=\"300\" height=\"195\" \/><\/a>O atendimento de estimula\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica precoce \u00e9 prestado por uma professora surda. A unidade oferece o servi\u00e7o tanto a quem n\u00e3o ouve quanto \u00e0queles que t\u00eam algu\u00e9m com a defici\u00eancia auditiva na fam\u00edlia. Assim, a linguagem se desenvolve em casa tamb\u00e9m, e todos podem interagir.<\/span><\/strong><\/p>\n<h2>Professores s\u00e3o fluentes em Libras<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">Antes de funcionar como escola bil\u00edngue, a unidade era uma escola classe. Ela precisou ter as salas adaptadas para um tamanho menor, para que os alunos tenham facilidade de enxergar o conte\u00fado, e cada turma tem, no m\u00e1ximo, dez alunos.<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">Ainda existem turmas remanescentes do antigo modelo, mas sem novas vagas. Esses estudantes podem continuar na institui\u00e7\u00e3o, desde que optem pelo ensino diferenciado que o lugar oferece.<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">O conte\u00fado \u00e9 o mesmo de institui\u00e7\u00f5es regulares, em um curr\u00edculo adaptado. As aulas s\u00e3o ministradas em Libras, com bastante recurso visual, e o material \u00e9 adaptado. A maior parte dos professores \u00e9 fluente na L\u00edngua Brasileira de Sinais e, antes de trabalharem l\u00e1, passam por uma banca de aptid\u00e3o.<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Foi o amor pelos sobrinhos que fez a professora Francisca Boaventura procurar a nova forma\u00e7\u00e3o h\u00e1 16 anos. Em uma fam\u00edlia de quatro docentes, nenhum sabia a l\u00edngua e sentiram o quanto o trabalho poderia ser importante na vida das duas crian\u00e7as que nasceram com surdez. \u201c\u00c9 gratificante perceber o potencial dos meus alunos, o aprendizado \u00e9 constante, tanto para mim quanto para eles.\u201d<\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000;\"><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.socepel.com.br\/wpress\/?attachment_id=3948\" rel=\"attachment wp-att-3948\"><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-3948\" src=\"http:\/\/www.socepel.com.br\/wpress\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/Noticia_20170304-1C_Imagem.jpg\" alt=\"Noticia_20170304-1C_Imagem\" width=\"300\" height=\"198\" \/><\/a>Mairla de Maria Talles, que leciona educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica, \u00e9 surda e chegou a ter aulas com parte da equipe respons\u00e1vel pelo projeto em Taguatinga. O caminho, conta, foi dif\u00edcil, mas recompensador.<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">Como na estimula\u00e7\u00e3o, parte dos alunos de qualquer s\u00e9rie pode ser ouvinte. \u00c9 o caso de Laysa Geovanna Bustamante, de 7 anos. Os pais da menina, que cursa o segundo ano, t\u00eam defici\u00eancia auditiva e optaram por matricul\u00e1-la na escola.<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">Sentada ao lado de colegas que n\u00e3o ouvem, Laysa sinaliza que ama ir ao col\u00e9gio. \u201cDo que eu mais gosto \u00e9 poder conversar com os meus amiguinhos.\u201d Al\u00e9m disso, diz que \u00e9 l\u00e1 onde aprende mais a se comunicar com os pais.<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000;\">Portugu\u00eas como segunda l\u00edngua<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">A unidade ensina o portugu\u00eas escrito como segunda l\u00edngua. Segundo a professora Hellen Lucyanne Sousa, que ministra o conte\u00fado para o ensino m\u00e9dio, as aulas s\u00e3o dadas como se fossem a estrangeiros. \u201cMinha preocupa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 que eles [os alunos] saiam daqui sabendo tudo de conjun\u00e7\u00e3o, artigo ou concord\u00e2ncia. O objetivo \u00e9 que fa\u00e7am uso da l\u00edngua escrita para se comunicar.\u201d<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000;\"><a href=\"http:\/\/www.socepel.com.br\/wpress\/?attachment_id=3949\" rel=\"attachment wp-att-3949\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3949\" src=\"http:\/\/www.socepel.com.br\/wpress\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/Noticia_20170304-1D_Imagem.jpg\" alt=\"Noticia_20170304-1D_Imagem\" width=\"600\" height=\"428\" srcset=\"https:\/\/socepel.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/Noticia_20170304-1D_Imagem.jpg 600w, https:\/\/socepel.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/Noticia_20170304-1D_Imagem-300x214.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a>\u00danica p\u00fablica do tipo no DF, a Escola Bil\u00edngue Libras e Portugu\u00eas Escrito foi criada por meio da Lei n\u00ba 5.016, de 11 de janeiro de 2013.<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Fonte<a href=\"http:\/\/:http:\/\/www.agenciabrasilia.df.gov.br\/2017\/03\/03\/escola-publica-bilingue-em-taguatinga-ainda-tem-vaga\/\" target=\"_blank\">:http:\/\/www.agenciabrasilia.df.gov.br\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A aluna Natiele Queiroz \u00e9 surda e veio do Maranh\u00e3o para estudar na unidade, que oferece Libras e portugu\u00eas Natiele Queiroz, de 13 anos, veio do Maranh\u00e3o para Bras\u00edlia h\u00e1 24 meses. 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