{"id":3830,"date":"2016-12-07T23:15:55","date_gmt":"2016-12-07T23:15:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.socepel.com.br\/wpress\/?p=3830"},"modified":"2016-12-28T23:22:23","modified_gmt":"2016-12-28T23:22:23","slug":"amanda-primeira-bailarina-com-sindrome-de-down-a-dancar-com-sapatilha-de-ponta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socepel.com.br\/?p=3830","title":{"rendered":"Amanda, primeira bailarina com s\u00edndrome de Down a dan\u00e7ar com sapatilha de ponta"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #0000ff;\">A menina se apresentou na Faculdade Guararapes e terminou inspirando universit\u00e1rios por causa de sua determina\u00e7\u00e3o com a dan\u00e7a<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><a href=\"http:\/\/www.socepel.com.br\/wpress\/?attachment_id=3831\" rel=\"attachment wp-att-3831\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3831\" src=\"http:\/\/www.socepel.com.br\/wpress\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Noticia_20161207-2_Imagem.jpg\" alt=\"noticia_20161207-2_imagem\" width=\"600\" height=\"429\" srcset=\"https:\/\/socepel.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Noticia_20161207-2_Imagem.jpg 600w, https:\/\/socepel.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Noticia_20161207-2_Imagem-300x215.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a>Um bailado solit\u00e1rio toma conta da sala de dan\u00e7a. Ao fundo, a m\u00fasica S\u00faplica cearense \u00e9 interpretada na voz de Elba Ramalho. Amanda Pereira de Lima, 19 anos, rodopia, gesticula e sorri enquanto se equilibra na ponta dos p\u00e9s. Ela \u00e9 a \u00fanica bailarina com s\u00edndrome de Down do Norte\/Nordeste a dan\u00e7ar com uma sapatilha de ponta. Um verdadeiro desafio para meninas na sua condi\u00e7\u00e3o. Quando entrou no bal\u00e9, aos quatro anos, Amanda nem imaginava o significado daquele ato. Hoje, sua dan\u00e7a graciosa revela possibilidades variadas na vida de outras tantas pessoas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"> No dia da entrevista, Amanda vestia um figurino vermelho e branco repleto de brilho. Recebeu com um abra\u00e7o apertado. Enquanto posava para fotos, mandava beijos para a m\u00e3e, a dona de casa Ana Paula Silva Lima, 43 anos. Sentada, observava emocionada o espet\u00e1culo de supera\u00e7\u00e3o da filha. \u201cQuando soube da s\u00edndrome, chorei e pensei: \u2018por que eu?\u2019 Hoje sinto muito orgulho da minha filha\u201d, conta Ana Paula, que tamb\u00e9m \u00e9 m\u00e3e de um rapaz de 22 anos. Daquele dia em diante, deixou o emprego para se dedicar \u00e0 filha. O bal\u00e9 surgiu primeiramente como uma solu\u00e7\u00e3o para a flacidez dos m\u00fasculos, comum \u00e0s pessoas com Down. Terminou como reden\u00e7\u00e3o para Amanda.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"> A aluna faz aulas de dan\u00e7a de segunda a sexta-feira. Tem duas professoras. Uma delas, Jeane Barbosa, acompanha a menina desde o come\u00e7o. A outra, exclusivamente de bal\u00e9 cl\u00e1ssico, entrou no bailado de Amanda h\u00e1 tr\u00eas anos. \u201cAmanda, o que voc\u00ea sente quando dan\u00e7a?\u201d, pergunto. \u201cSinto emo\u00e7\u00e3o, emo\u00e7\u00e3o de chorar\u201d, responde. Em uma apresenta\u00e7\u00e3o recente, a menina desceu do palco para abra\u00e7ar um morador de rua que chorava na plateia de um evento aberto ao p\u00fablico. Amanda \u00e9 doce em forma de gente. Gosta de abra\u00e7ar, beijar. \u00c9 o xod\u00f3 da fam\u00edlia. Da turma de dan\u00e7a tamb\u00e9m. \u201cPorque ela \u00e9 fofinha\u201d, justifica uma adolescente.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"> No in\u00edcio, Jeane confessa ter sentido certa dificuldade em aceitar aquela crian\u00e7a com Down entre seus alunos. Mas um olhar de Amanda ajudou na conquista. \u201cEla foi uma luz. Depois da sua entrada, muitas m\u00e3es que deixavam suas filhas em casa porque achavam que elas eram incapazes come\u00e7aram a trazer as meninas para a dan\u00e7a\u201d, explica a professora, idealizadora da Forma\u00e7\u00e3o de Balett, Jeane Barbosa. A iniciativa congrega bal\u00e9 cl\u00e1ssico, express\u00e3o corporal, teatro e canto. \u201cPara dan\u00e7ar com a sapatilha de ponta \u00e9 mais dif\u00edcil que com a sapatilha com meia-ponta. Tem que ter treinamento. Amanda \u00e9 uma guerreira\u201d, pontua Jeane, na dan\u00e7a h\u00e1 35 anos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"> Amanda descobriu ser dona do t\u00edtulo de primeira bailarina com Down do Norte\/Nordeste a usar sapatilha de ponta em um encontro em Curitiba, em outubro do ano passado. No Rio de Janeiro, diz a m\u00e3e de Amanda, tamb\u00e9m atua uma bailarina, com 28 anos, nas mesmas condi\u00e7\u00f5es. Em agosto, Amanda recebeu da C\u00e2mara Municipal do Recife a Medalha do M\u00e9rito Jos\u00e9 Mariano. No m\u00eas passado, apresentou-se na Faculdade Guararapes e terminou inspirando universit\u00e1rios por causa de sua determina\u00e7\u00e3o com a dan\u00e7a. Amanda, o beb\u00ea nascido desafio, hoje cresce como supera\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>Fonte:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/app\/noticia\/vida-urbana\/2016\/12\/06\/interna_vidaurbana,678610\/amanda-primeira-bailarina-com-sindrome-de-down-a-dancar-com-sapatilha.shtml\" target=\"_blank\">http:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A menina se apresentou na Faculdade Guararapes e terminou inspirando universit\u00e1rios por causa de sua determina\u00e7\u00e3o com a dan\u00e7a Um bailado solit\u00e1rio toma conta da sala de dan\u00e7a. Ao fundo, a m\u00fasica S\u00faplica cearense \u00e9 interpretada na voz de Elba Ramalho. 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