{"id":2480,"date":"2015-07-10T18:10:56","date_gmt":"2015-07-10T18:10:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.socepel.com.br\/wpress\/?p=2480"},"modified":"2015-07-12T18:19:31","modified_gmt":"2015-07-12T18:19:31","slug":"professoras-de-escola-no-distrito-federal-trabalham-com-inclusao-de-alunos-surdos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socepel.com.br\/?p=2480","title":{"rendered":"Professoras de escola no Distrito Federal trabalham com inclus\u00e3o de alunos surdos"},"content":{"rendered":"<p class=\"western\">\n<p class=\"western\"><span style=\"color: #000099;\"><span style=\"font-family: 'Times New Roman', serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Muitos deles realizaram o sonho de entrar para o ensino superior e conseguiram vagas no mercado de trabalho<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: 'Times New Roman', serif;\"><span style=\"font-size: small;\"><a href=\"http:\/\/www.socepel.com.br\/wpress\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Noticia_20150710-1_Imagem.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2481\" src=\"http:\/\/www.socepel.com.br\/wpress\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Noticia_20150710-1_Imagem.jpg\" alt=\"Noticia_20150710-1_Imagem\" width=\"550\" height=\"261\" srcset=\"https:\/\/socepel.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Noticia_20150710-1_Imagem.jpg 550w, https:\/\/socepel.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Noticia_20150710-1_Imagem-300x142.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a>No fim do semestre, os alunos apresentaram a pe\u00e7a A princesa cisne, no audit\u00f3rio do col\u00e9gio. A hist\u00f3ria serviu de base para os conte\u00fados tratados em sala. (Foto: Carlos Moura\/CB\/D.A Press)<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: 'Times New Roman', serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">O fim do semestre foi especial para os estudantes com defici\u00eancia auditiva do Centro de Ensino M\u00e9dio 1 do N\u00facleo Bandeirante. Depois de cinco ensaios, apresentaram aos demais alunos do col\u00e9gio a pe\u00e7a A princesa cisne em um teatro de fantoches. Enquanto uma professora narrava a hist\u00f3ria, outra fazia a tradu\u00e7\u00e3o para a l\u00edngua de sinais. A apresenta\u00e7\u00e3o \u00e9 novidade, mas o trabalho com a turma especial de surdos j\u00e1 \u00e9 feito h\u00e1 mais de 20 anos e representa um dos principais exemplos de inclus\u00e3o na rede p\u00fablica de ensino do Distrito Federal.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: 'Times New Roman', serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A turma especial do CEM 1 do N\u00facleo Bandeirante conta com 21 alunos com defici\u00eancia auditiva. Eles v\u00eam de diferentes regi\u00f5es do DF e do Entorno, como S\u00e3o Sebasti\u00e3o, Brazl\u00e2ndia, Gama, Valpara\u00edso e Santo Ant\u00f4nio do Descoberto, para contar com apoio de professores que dominam a L\u00edngua Brasileira de Sinais (Libras). Regiane Rodrigues, 26 anos, vem de Santa Maria para cursar o ensino m\u00e9dio no col\u00e9gio. Ela passou por diversas escolas antes de encontrar uma que tivesse aten\u00e7\u00e3o exclusiva para pessoas com esse tipo de defici\u00eancia. O objetivo da jovem \u00e9 se tornar aeromo\u00e7a ou estudar artes c\u00eanicas depois de concluir a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. Esse foi um dos motivos pelos quais a experi\u00eancia de apresentar uma pe\u00e7a na escola foi marcante. Ao definir o que a participa\u00e7\u00e3o na pe\u00e7a representou, Regiane leva as m\u00e3os ao peito, em sinal de carinho.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: 'Times New Roman', serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A professora de artes Maristela Papa, 45 anos, foi quem dirigiu a pe\u00e7a de teatro apresentada pelos estudantes surdos. \u201cFoi uma experi\u00eancia \u00fanica, porque, por meio da arte, nos comunicamos de outra forma\u201d, afirma. O trabalho foi interdisciplinar. Nas aulas de artes, al\u00e9m dos ensaios, foram elaborados desenhos com as diversas fases da hist\u00f3ria a ser apresentada. Os conte\u00fados de ci\u00eancias humanas tamb\u00e9m abordaram temas que apareciam na pe\u00e7a. Na aula de filosofia, por exemplo, foi abordada a oposi\u00e7\u00e3o entre o bem e o mal.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\"><strong><span style=\"color: #000099;\"><span style=\"font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>Desafio<\/b><\/span><\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: 'Times New Roman', serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Todo esse processo de ensino e inclus\u00e3o s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel gra\u00e7as \u00e0 dedica\u00e7\u00e3o de tr\u00eas professoras apaixonadas pelo que fazem. A de linguagens, Edna Cristina Martins Luza, 44 anos, desenvolve o trabalho com estudantes surdos na escola h\u00e1 21 anos. Kenia Madoz, 47, de ci\u00eancias humanas, come\u00e7ou a forma\u00e7\u00e3o voltada para esse tipo de ensino h\u00e1 17 anos. J\u00e1 S\u00f4nia Coelho, professora de ci\u00eancias exatas, encantou-se pelo ensino especial e pela comunica\u00e7\u00e3o em Libras em 2005, depois de dar aulas para duas alunas surdas.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: 'Times New Roman', serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Para S\u00f4nia, o aprendizado de Libras foi mais r\u00e1pido, j\u00e1 que a l\u00edngua j\u00e1 era reconhecida oficialmente e ensinada no pa\u00eds. Edna e Kenia, por sua vez, come\u00e7aram a dar aulas sem dominar a linguagem de sinais e, inicialmente, passavam o conte\u00fado para os estudantes com a chamada comunica\u00e7\u00e3o total. \u201cQuem nos ensinou os primeiros sinais foram os alunos\u201d, conta Edna.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: 'Times New Roman', serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Em sala de aula, a l\u00edngua brasileira de sinais \u00e9 a principal forma de comunica\u00e7\u00e3o para ensinar o conte\u00fado, mas n\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3rio que os alunos dominem o c\u00f3digo. Os que ainda n\u00e3o sabem ou conhecem poucos sinais, aprendem por meio da intera\u00e7\u00e3o com os colegas e professores. \u201c\u00c9 uma l\u00edngua natural, eles aprendem conversando\u201d, destaca Edna. At\u00e9 mesmo alguns estudantes ouvintes se interessam em aprender Libras. Nesse caso, s\u00e3o os pr\u00f3prios alunos da classe especial que se tornam professores e ajudam os colegas a entender e a se comunicar na linguagem deles. Todos os anos as professoras organizam oficinas de Libras para esse fim.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: 'Times New Roman', serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Manter a turma especial n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, e as professoras destacam que o apoio da Coordena\u00e7\u00e3o Regional \u00e9 essencial. A Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o do DF (SEDF) mant\u00e9m classes como esta, exclusivas para deficientes auditivos, nas 14 Coordena\u00e7\u00f5es Regionais de Ensino. No entanto, muitos dos alunos com necessidades especiais acabam alocados em turmas regulares, chamadas inclusivas, que t\u00eam o n\u00famero de estudantes reduzido para receb\u00ea-los. Mesmo assim, as docentes do N\u00facleo Bandeirante defendem a aten\u00e7\u00e3o mais direcionada aos estudantes surdos dada na sala exclusiva. \u201cA inclus\u00e3o s\u00f3 funciona se o aluno com defici\u00eancia auditiva deseja e se sente bem com isso. Mas, muitas vezes, eles se sentem exclu\u00eddos e at\u00e9 abandonam a escola\u201d, relata Kenia.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\"><strong><span style=\"color: #000099;\"><span style=\"font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>Orgulho<\/b><\/span><\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: 'Times New Roman', serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">O resultado do esfor\u00e7o para manter a turma especial e do trabalho di\u00e1rio desenvolvido com os alunos traz alegria e satisfa\u00e7\u00e3o para as professoras. \u201c\u00c9 uma troca, porque, ao mesmo tempo que ensinamos, tamb\u00e9m aprendemos com eles\u201d, relata S\u00f4nia. Muitos dos alunos que passaram pela escola j\u00e1 est\u00e3o no mercado de trabalho. Um deles foi o primeiro aluno com defici\u00eancia auditiva a se formar no mestrado em educa\u00e7\u00e3o da Universidade de Bras\u00edlia (UnB). \u201cSe eu tiver que sair do ensino especial precisarei fazer outra faculdade, porque acho que nem sei mais trabalhar no ensino regular. Isso se tornou minha vida. Quando comecei a conviver com eles, eu me apaixonei\u201d, conta Edna.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\"><strong><span style=\"color: #000099;\"><span style=\"font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>Definido em lei<\/b><\/span><\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: 'Times New Roman', serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A L\u00edngua Brasileira de Sinais (Libras) \u00e9 a utilizada por deficientes auditivos para se comunicar entre eles e com ouvintes. Em 2002, foi reconhecida por meio da lei n\u00ba 10.436 como meio legal de comunica\u00e7\u00e3o e express\u00e3o no pa\u00eds. Assim como qualquer outra, tem estruturas morfol\u00f3gica, sint\u00e1tica e sem\u00e2ntica pr\u00f3prias.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\"><strong><span style=\"color: #000099;\"><span style=\"font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>Ao alcance de todos<\/b><\/span><\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: 'Times New Roman', serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A comunica\u00e7\u00e3o total \u00e9 um m\u00e9todo que combina sinais, fala, leitura labial e treino auditivo. Ela valoriza a comunica\u00e7\u00e3o e a intera\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o apenas o aprendizado de uma l\u00edngua. Era a forma de comunica\u00e7\u00e3o usada pelas professoras h\u00e1 20 anos, antes de a l\u00edngua de sinais ser<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: 'Times New Roman', serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">oficializada no pa\u00eds.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: 'Times New Roman', serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Fonte:<\/span><\/span><\/span><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: 'Times New Roman', serif;\"><span style=\"font-size: small;\"><a href=\"http:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/app\/noticia\/brasil\/2015\/07\/09\/interna_brasil,585553\/professoras-de-escola-no-distrito-federal-trabalham-com-inclusao-de-alunos-surdos.shtml\" target=\"_blank\">http:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/<\/a><\/span><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muitos deles realizaram o sonho de entrar para o ensino superior e conseguiram vagas no mercado de trabalho No fim do semestre, os alunos apresentaram a pe\u00e7a A princesa cisne, no audit\u00f3rio do col\u00e9gio. 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