{"id":180,"date":"2013-08-15T21:50:18","date_gmt":"2013-08-15T21:50:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.socepel.com.br\/wpress\/?p=180"},"modified":"2013-10-26T21:51:20","modified_gmt":"2013-10-26T21:51:20","slug":"professora-com-down-vira-exemplo-na-luta-pela-inclusao-na-escola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socepel.com.br\/?p=180","title":{"rendered":"Professora com Down vira exemplo na luta pela inclus\u00e3o na escola"},"content":{"rendered":"<h2>D\u00e9bora Seabra sempre estudou na escola regular, fez magist\u00e9rio e hoje \u00e9 professora assistente em um col\u00e9gio tradicional de Natal (RN)<\/h2>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.socepel.com.br\/_fotos_noticias\/Noticia_20130815_Imagem.jpg\" width=\"400\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p>D\u00e9bora Seabra, 32 anos, d\u00e1 aulas h\u00e1 9 anos em uma escola de Natal Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Primeira professora com S\u00edndrome de Down do Brasil, D\u00e9bora Seabra, 32 anos, precisou enfrentar uma s\u00e9rie de temores e preconceitos para conseguir concluir os estudos, entrar para o mercado de trabalho e, agora, publicar o seu primeiro livro. As dificuldades come\u00e7aram em casa. No in\u00edcio da d\u00e9cada de 1980, quando Margarida Seabra deu \u00e0 luz a uma menina diferente das demais, a m\u00e3e foi &#8220;ao fundo do po\u00e7o&#8221; e n\u00e3o conseguia aceitar a situa\u00e7\u00e3o. Mas o amor pela filha foi maior. A promotora p\u00fablica rompeu o preconceito e buscou ajuda para que a ca\u00e7ula fosse tratada com igualdade, sendo em casa, na escola ou no trabalho. Hoje, D\u00e9bora coleciona uma s\u00e9rie de vit\u00f3rias e virou exemplo da luta pela inclus\u00e3o de pessoas com defici\u00eancia intelectual nas escolas regulares.<\/p>\n<p><strong>Saiba Mais<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><a title=\"Escolas especiais tentam manter alunos e criticam 'inclus\u00e3o radical'\" href=\"http:\/\/noticias.terra.com.br\/educacao\/escolas-especiais-tentam-manter-alunos-e-criticam-inclusao-radical,ff00ddb091e70410VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html\">Escolas especiais tentam manter alunos e criticam &#8216;inclus\u00e3o radical&#8217;<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>&#8220;Hoje o mundo \u00e9 diferente, as crian\u00e7as com Down est\u00e3o estudando, fazendo faculdade. Mas quando a D\u00e9bora nasceu foi terr\u00edvel. Eu desejei que ela morresse&#8221;, conta Margarida, ao afirmar que a filha sempre soube da rejei\u00e7\u00e3o inicial. &#8220;Temos uma rela\u00e7\u00e3o muito transparente. Eu sempre digo que precisei vomitar todo o sofrimento, ir ao fundo do po\u00e7o, para conseguir encarar o problema&#8221;. O amor superou a diferen\u00e7a e em pouco tempo ela passou a admirar a sua pequena. Foi a\u00ed que a fam\u00edlia sentiu a necessidade de buscar ajuda.<\/p>\n<p>Hoje o mundo \u00e9 diferente, as crian\u00e7as com Down est\u00e3o estudando, fazendo faculdade. Mas quando a D\u00e9bora nasceu foi terr\u00edvel. Eu desejei que ela morresse<\/p>\n<p><strong>Margarida Seabra<\/strong> M\u00e3e da primeira professora com Down<\/p>\n<p>Naquela \u00e9poca, com\u00a0pouca informa\u00e7\u00e3o sobre o acompanhamento de pessoas com\u00a0Down,\u00a0Margarida e o marido descobriram uma cl\u00ednica em S\u00e3o Paulo\u00a0que oferecia apoio de\u00a0 psic\u00f3logos, fisioterapeutas e fonoaudi\u00f3logos. Eles passaram a visitar o local pelo menos quatro vezes por ano, mas perceberam que outras fam\u00edlias na mesma situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o tinham condi\u00e7\u00f5es financeiras para deixar o Nordeste em busca de ajuda na capital paulista. Decidiram ent\u00e3o\u00a0criar uma associa\u00e7\u00e3o e ensinar para outros pais o que aprendiam em S\u00e3o Paulo. &#8220;Pass\u00e1vamos para eles os exerc\u00edcios de fisioterapia, de fonoaudiologia que aprend\u00edamos&#8221;. A associa\u00e7\u00e3o cresceu e no pr\u00f3ximo s\u00e1bado completa 30 anos.<\/p>\n<p>&#8220;Com essa equipe multidisciplinar\u00a0eu aprendi que n\u00e3o podia mudar a minha rotina, o meu trabalho, porque tinha uma filha com Down. Eles ensinaram que ela precisava de est\u00edmulos, mas que deveria ser tratada como uma pessoa comum. Foi o que eu fiz&#8221;, conta Margarida, que hoje est\u00e1 aposentada do Minist\u00e9rio P\u00fablico e focada nas a\u00e7\u00f5es da associa\u00e7\u00e3o. D\u00e9bora cresceu tendo as mesmas regalias e cobran\u00e7as que o irm\u00e3o mais velho e nunca frequentou uma escola especial.<\/p>\n<p><strong>Profiss\u00e3o: professora<\/strong><br \/>\nD\u00e9bora falou com o <strong>Terra<\/strong> por telefone, logo ap\u00f3s chegar em casa depois de uma manh\u00e3 de atividades na Escola Dom\u00e9stica, uma tradicional institui\u00e7\u00e3o de ensino particular de Natal. Defensora da inclus\u00e3o, ela contou que lembra de uma situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil na escola: quando um colega a chamou de mongol. &#8220;Foi s\u00f3 essa vez no col\u00e9gio e depois no magist\u00e9rio tinha um pouco de preconceito tamb\u00e9m. Mas no trabalho n\u00e3o&#8221;, afirmou, ao frisar que tanto os alunos quanto os demais professores sempre a respeitaram.<\/p>\n<p>D\u00e9bora estudou em escolas particulares, fez aulas de dan\u00e7a, de teatro, e quando estava na oitava s\u00e9rie decidiu que queria ser professora. Cursou por quatro anos o ensino m\u00e9dio integrado ao magist\u00e9rio e passou a estagiar na Escola Dom\u00e9stica. J\u00e1 s\u00e3o nove anos trabalhando no turno da manh\u00e3, com alunos da educa\u00e7\u00e3o infantil.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.socepel.com.br\/_fotos_noticias\/Noticia_20130815B_Imagem.jpg\" width=\"195\" height=\"146\" \/><\/p>\n<p><a title=\"Discrimina\u00e7\u00e3o existe, diz m\u00e3e do primeiro aluno com Down da UFG\" href=\"http:\/\/noticias.terra.com.br\/educacao\/discriminacao-existe-diz-mae-do-primeiro-aluno-com-down-da-ufg,9da7a549cfeab310VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html\">Discrimina\u00e7\u00e3o existe, diz m\u00e3e do primeiro aluno com Down da UFG <\/a><\/p>\n<p>Segundo a diretora da escola, D\u00e9bora n\u00e3o recebe sal\u00e1rio, atua como volunt\u00e1ria por decis\u00e3o da fam\u00edlia. &#8220;Eles queriam que ela aprendesse sobre o mundo do trabalho, ent\u00e3o aceitamos que ela trabalhasse como professora assistente. Como deu t\u00e3o certo, ela continuou&#8221;, disse Angela Guerra Fonseca. Atualmente, D\u00e9bora atua como professora assistente em uma turma do primeiro ano do fundamental, ajuda os alunos com mais dificuldades durante a aula, leva a classe para a merenda e para as oficinas. &#8220;Nunca tivemos nenhum problema, ela sabe bem as suas tarefas e nunca chegou atrasada&#8221;, comemora a diretora.<\/p>\n<p>Segundo Angela, al\u00e9m de colaborar com um projeto social de inclus\u00e3o, a escola tem um benef\u00edcio maior: todos os seus alunos aprendem a respeitar quem \u00e9 diferente. &#8220;Tivemos um caso bem curioso na semana passada. Um pai chegou aqui e disse que viu na TV que uma das professoras do filho tinha S\u00edndrome de Down. Ele estava impressionado porque a crian\u00e7a nunca comentou sobre isso em casa. Esse fato mostra o quanto \u00e9 natural para os nossos alunos a presen\u00e7a da D\u00e9bora.&#8221;<\/p>\n<p>Gosto da escola. Quero seguir fazendo isso, e defendendo a inclus\u00e3o<\/p>\n<p><strong>D\u00e9bora Seabra<\/strong> 1\u00aa professora com S\u00edndrome de Down do Brasil<\/p>\n<p>Segundo a m\u00e3e, a decis\u00e3o de n\u00e3o receber sal\u00e1rio est\u00e1 relacionada a uma quest\u00e3o legal: a fam\u00edlia luta pela aprova\u00e7\u00e3o de um projeto de lei no Estado para que as pessoas com defici\u00eancia intelectual possam trabalhar sem perder a pens\u00e3o que recebem (o valor seria reduzido em 30%, mas n\u00e3o extinto). Uma lei semelhante j\u00e1 foi aprovada em n\u00edvel federal, mas cada unidade da federa\u00e7\u00e3o precisa de lei pr\u00f3pria para que a regra tenha valor no plano local. &#8220;\u00c9 uma seguran\u00e7a para que eles possam entrar no mercado de trabalho&#8221;, defende Margarida.<\/p>\n<p>Para D\u00e9bora, recebendo ou n\u00e3o sal\u00e1rio, o principal \u00e9 continuar dando aulas. &#8220;Gosto da escola. Quero seguir fazendo isso, e\u00a0defendendo a inclus\u00e3o&#8221;, disse ao lembrar das palestras que d\u00e1 em todo o Pa\u00eds e at\u00e9 no exterior sobre a import\u00e2ncia de inserir as pessoas com Down na escola regular. Ela ainda est\u00e1 empolgada com o lan\u00e7amento do primeiro livro, de f\u00e1bulas infantis. &#8220;D\u00e9bora conta hist\u00f3rias&#8221;, da editora Araguaia Infantil, j\u00e1 est\u00e1 \u00e0 venda nas livrarias, mas o lan\u00e7amento oficial vai ocorrer com uma festa no dia 5 de setembro, no Solar Bela Vista, em Natal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D\u00e9bora Seabra sempre estudou na escola regular, fez magist\u00e9rio e hoje \u00e9 professora assistente em um col\u00e9gio tradicional de Natal (RN) D\u00e9bora Seabra, 32 anos, d\u00e1 aulas h\u00e1 9 anos em uma escola de Natal Foto: Divulga\u00e7\u00e3o Primeira professora com S\u00edndrome de Down do Brasil, D\u00e9bora Seabra, 32 anos, precisou enfrentar uma s\u00e9rie de temores [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[19,43],"tags":[],"class_list":["post-180","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-educacao","category-noticia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socepel.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/180","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socepel.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socepel.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socepel.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socepel.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=180"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socepel.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/180\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":181,"href":"https:\/\/socepel.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/180\/revisions\/181"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socepel.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=180"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socepel.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=180"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socepel.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=180"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}