{"id":1242,"date":"2014-08-31T01:16:30","date_gmt":"2014-08-31T01:16:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.socepel.com.br\/wpress\/?p=1242"},"modified":"2014-09-08T01:20:12","modified_gmt":"2014-09-08T01:20:12","slug":"atitude-positiva-e-fundamental-para-que-portadores-da-sindrome-de-down-melhorem-desempenho-escolar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socepel.com.br\/?p=1242","title":{"rendered":"Atitude positiva \u00e9 fundamental para que portadores da s\u00edndrome de down melhorem desempenho escolar"},"content":{"rendered":"<h2>Apoio familiar e pedag\u00f3gico contribui para maior qualidade de vida para s\u00edndrome de Down<\/h2>\n<p><a href=\"http:\/\/www.socepel.com.br\/wpress\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Noticia_20140831B_Imagem.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1243\" src=\"http:\/\/www.socepel.com.br\/wpress\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Noticia_20140831B_Imagem.jpg\" alt=\"Noticia_20140831B_Imagem\" width=\"600\" height=\"354\" srcset=\"https:\/\/socepel.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Noticia_20140831B_Imagem.jpg 600w, https:\/\/socepel.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Noticia_20140831B_Imagem-300x177.jpg 300w, https:\/\/socepel.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Noticia_20140831B_Imagem-70x40.jpg 70w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a>Uma mudan\u00e7a de atitude das fam\u00edlias foi a principal respons\u00e1vel por um novo olhar sobre pessoas com s\u00edndrome de Down (SD). Professor associado do Departamento de Pediatria da UFMG e coordenador do servi\u00e7o de gen\u00e9tica do Hospital das Cl\u00ednicas, Marcos Jos\u00e9 Burle de Aguiar acredita que familiares come\u00e7aram a deixar de lado a postura negativa, defensiva, de vergonha e medo para assumir uma atitude acolhedora. Nela, os aspectos positivos s\u00e3o comemorados e o orgulho dos filhos passa a ter vez. \u201cEsse orgulho das fam\u00edlias e a confian\u00e7a delas nos pacientes fez com que houvesse uma revolu\u00e7\u00e3o. Quando voc\u00ea n\u00e3o acredita numa pessoa, ela n\u00e3o corresponde \u00e0s suas expectativas. \u00c9 preciso confiar que ela vai adiante para a realidade mudar\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>Para o m\u00e9dico, que tamb\u00e9m \u00e9 assessor do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade para a Pol\u00edtica de Doen\u00e7as Raras, a prolifera\u00e7\u00e3o do n\u00famero de associa\u00e7\u00f5es em defesa de pessoas com s\u00edndrome de Down expuseram os meninos e a capacidade deles de vencer, em vez de expor suas debilidades. Eles passaram a ser vistos como pessoas com potencial. \u201cEssa \u00e9 uma li\u00e7\u00e3o para a sociedade e, especialmente, para quem que tem dificuldades ou doen\u00e7as gen\u00e9ticas. As fam\u00edlias pegaram esses aspectos positivos e, assim, come\u00e7aram a impor a esses meninos desafios, os quais fizeram com que enfrentassem, progressivamente, situa\u00e7\u00f5es melhores.\u201d<\/p>\n<p>Os avan\u00e7os registrados nos \u00faltimos tempos est\u00e3o nos detalhes mais \u00edntimos. As fam\u00edlias de Isabela Pedrosa, de 29 anos, e Rafael Fonseca Soares, de 31, decidem nos pr\u00f3ximos dias como ser\u00e1 o casamento dos dois e com quem v\u00e3o morar. A m\u00e3e de Isabela, a nutricionista do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade Ana C\u00e9lia Pedrosa, de 53, sempre ouviu que era um absurdo deixar a filha engatilhar um namoro. Por essas e outras quest\u00f5es, adiou ao m\u00e1ximo a vida sexual do casal. \u201cA gente observa que eles come\u00e7am a ficar angustiados e at\u00e9 deprimidos. As preocupa\u00e7\u00f5es s\u00e3o muitas, mas \u00e9 preciso mudar de atitude\u201d, diz.<\/p>\n<p>A universit\u00e1ria Aline H\u00e9lio Figueiredo Terrinha, de 27, n\u00e3o pensa em namoro por enquanto, pois quer focar nos estudos. \u201cN\u00e3o tenho tempo para isso. Embora fique preocupada, porque a idade vai passando, entendo que para alcan\u00e7ar um objetivo tenho que abrir m\u00e3o de outros\u201d, diz. Trabalhando e estudando, ela s\u00f3 v\u00ea benef\u00edcios. No mercado de trabalho, ali\u00e1s, a produtividade \u00e9 comprovada. Estudo da McKinsey &amp; Company, consultoria internacional de empresas e governos, mostra que a inclus\u00e3o de pessoas com s\u00edndrome de down no mercado de trabalho traz benef\u00edcios m\u00fatuos.<\/p>\n<p>Para quem tem a s\u00edndrome, o ganho \u00e9 na qualidade de vida, aprendizado t\u00e9cnico, autonomia, colabora\u00e7\u00e3o respeito, liberdade e acelera\u00e7\u00e3o do desenvolvimento. J\u00e1 as empresas lidam melhor com administra\u00e7\u00e3o de conflitos, desenvolvimento de sentimento de empatia, maior toler\u00e2ncia e paci\u00eancia e desenvolvimento de estabilidade emocional em ambiente sob press\u00e3o. Tudo isso motivado pelo fato de pessoas com SD serem comunicativas, emp\u00e1ticas, afetuosas, terem a mem\u00f3ria recente restrita e o comportamento espont\u00e2neo.<\/p>\n<p>De acordo com a psic\u00f3loga e doutora em educa\u00e7\u00e3o Regina C\u00e9lia Passos Ribeiro de Campos, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), essa evolu\u00e7\u00e3o ocorreu, basicamente, por causa de um outro olhar da sociedade sobre os portadores da s\u00edndrome. Mundo afora, a mudan\u00e7a come\u00e7ou a partir da 2\u00aa Guerra, quando houve preocupa\u00e7\u00e3o maior com direitos humanos. \u201cOs movimentos sociais em defesa dos direitos humanos e do direito das pessoas com defici\u00eancia na segunda metade do s\u00e9culo 20 consolidaram uma s\u00e9rie de garantias para essa popula\u00e7\u00e3o. O Brasil tamb\u00e9m acompanha essa mudan\u00e7a de mentalidade, mas a situa\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 mais lenta por aqui\u201d, diz.<\/p>\n<p>Sensibilidade Coordenadora psicopedag\u00f3gica do Jardim de Inf\u00e2ncia Algod\u00e3o Doce, Tereza Amaral conta que, na educa\u00e7\u00e3o, um dos princ\u00edpios \u00e9 levar para os professores a forma\u00e7\u00e3o e o senso de sensibilidade e igualdade. A escola, no Bairro S\u00e3o Lucas, na Regi\u00e3o Centro-Sul de Belo Horizonte, se tornou refer\u00eancia por receber v\u00e1rios alunos com down. \u201cTemos que trabalhar habilidades que v\u00e3o favorecer a adapta\u00e7\u00e3o dentro das caracter\u00edsticas dessas crian\u00e7as\u201d, afirma. Com experi\u00eancia de mais de 10 anos em consult\u00f3rio, dos quais tr\u00eas dedicados exclusivamente a deficientes, Tereza chama a aten\u00e7\u00e3o para a inclus\u00e3o dos downs. \u201cO aprendizado \u00e9 um pouco mais lento e as atividades precisam de adapta\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de repeti\u00e7\u00e3o e uma ordem a cada vez. Com o tempo, acostumam o c\u00e9rebro a multitarefas\u201d.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico Marcos Jos\u00e9 Burle de Aguiar ressalta que hoje \u00e9 sabido que o paciente com down tem potencialidade muito maior do que se imaginava. \u201cPodemos dizer que eles v\u00e3o mais adiante com certeza, porque n\u00e3o conseguimos ainda explorar todo potencial que t\u00eam. As perspectivas s\u00e3o boas e eles ainda t\u00eam muito a caminhar a conquistar. E o far\u00e3o, n\u00e3o tenho d\u00favida.\u201d<\/p>\n<p><strong>Matricular filhos ainda \u00e9 desafio<\/strong><\/p>\n<p>Muitos avan\u00e7os, mas ainda muitos desafios. Matricular o filho na escola \u00e9 uma das primeiras barreiras enfrentadas. Se na teoria as vagas s\u00e3o garantidas, na pr\u00e1tica \u00e9 diferente. Segundo pais, h\u00e1 escolas que, como n\u00e3o podem dizer n\u00e3o, usam t\u00e1ticas para desestimular a matr\u00edcula. A Secretaria de Estado de Educa\u00e7\u00e3o informou que alunos com s\u00edndrome de Down (SD) t\u00eam espa\u00e7o garantido nas escolas, na perspectiva da educa\u00e7\u00e3o inclusiva. N\u00e3o h\u00e1 limite de vagas. Os estudantes podem ainda ser atendidos em escolas exclusivas. Na rede estadual de ensino, h\u00e1 22.196 alunos com algum tipo de defici\u00eancia intelectual matriculados. N\u00e3o h\u00e1 dados espec\u00edficos para a SD. A Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foi procurada, mas n\u00e3o respondeu a demanda sobre o ensino infantil e fundamental.<\/p>\n<p>A arquiteta Alessandra Conradt, de 44 anos, m\u00e3e da pequena Clara, de 2 anos e 2 meses, sabe bem o que \u00e9 isso. A menina n\u00e3o foi aceita por uma escola infantil pr\u00f3xima \u00e0 sua casa, no Bairro Sion, na Regi\u00e3o Centro-Sul, mas, h\u00e1 cinco meses, ela conseguiu matricul\u00e1-la no maternal do Jardim de Inf\u00e2ncia Algod\u00e3o Doce, no Bairro S\u00e3o Lucas. \u201cPercebemos quando n\u00e3o somos bem-vindos. Embora sejam obrigadas a receber, as escolas usam de certos artif\u00edcios para te convencer de que aquele n\u00e3o \u00e9 o lugar ideal\u201d, afirma.<\/p>\n<p>A fisioterapeuta Simone Cavalcanti de Albuquerque, de 47, tamb\u00e9m passou por muitos epis\u00f3dios de falta de respeito com o filho Lucas, de 9, aluno do 1\u00ba ano do ensino fundamental. Depois de uma semestre na institui\u00e7\u00e3o, descobriu que, em vez de aprender, Lucas estava sendo levado para o parquinho ou biblioteca. \u201cEstavam cerceando o direito dele de aprender\u201d, reclama. No meio do ano, ela e o marido estiveram em mais de 10 escolas, at\u00e9 a crian\u00e7a ser acolhida tamb\u00e9m pelo Algod\u00e3o Doce.<\/p>\n<p>Alessandra, Simone e outras 600 m\u00e3es s\u00e3o respons\u00e1veis pelo grupo Minas Down, que surgiu ano passado da vontade de pais, amigos e profissionais ligados a pessoas com SD em estreitar o contato entre as fam\u00edlias mineiras e disseminar novos conceitos. A professora Luzia Zoline, de 61, diretora da Fam\u00edlia Down, institui\u00e7\u00e3o criada h\u00e1 mais de 20 anos para assist\u00eancia a pais e filhos, refor\u00e7a que ainda h\u00e1 escolas barrando vagas, problema que a acompanhou por anos. \u201cTratam as m\u00e3es por ansiosas e barraqueiras, mas n\u00e3o \u00e9 isso. A gente luta pelo direito deles\u201d, diz Luzia, que \u00e9 membro do Conselho da Crian\u00e7a e do Adolescente de BH. A nova luta, ao lado do marido Rog\u00e9rio Zolini, \u00e9 conseguir terreno e recursos para construir o espa\u00e7o da associa\u00e7\u00e3o, que vai oferecer terapias tamb\u00e9m aos familiares.<\/p>\n<p>Fonte:http:\/\/sites.uai.com.br\/app\/noticia\/saudeplena\/noticias\/2014\/08\/31\/noticia_saudeplena,150125\/atitude-positiva-e-fundamental-para-portadores-da-sindrome-de-down-mel.shtml<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apoio familiar e pedag\u00f3gico contribui para maior qualidade de vida para s\u00edndrome de Down Uma mudan\u00e7a de atitude das fam\u00edlias foi a principal respons\u00e1vel por um novo olhar sobre pessoas com s\u00edndrome de Down (SD). 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