{"id":1122,"date":"2014-08-08T00:25:54","date_gmt":"2014-08-08T00:25:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.socepel.com.br\/wpress\/?p=1122"},"modified":"2014-08-10T00:36:31","modified_gmt":"2014-08-10T00:36:31","slug":"educacao-inclusiva-para-criancas-com-sindrome-de-down-e-multiprofissional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socepel.com.br\/?p=1122","title":{"rendered":"Educa\u00e7\u00e3o inclusiva para crian\u00e7as com s\u00edndrome de Down \u00e9 multiprofissional"},"content":{"rendered":"<h1><a href=\"http:\/\/www.socepel.com.br\/wpress\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/Noticia_20140808-2_Imagem.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1123\" src=\"http:\/\/www.socepel.com.br\/wpress\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/Noticia_20140808-2_Imagem.jpg\" alt=\"Noticia_20140808-2_Imagem\" width=\"600\" height=\"380\" srcset=\"https:\/\/socepel.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/Noticia_20140808-2_Imagem.jpg 600w, https:\/\/socepel.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/Noticia_20140808-2_Imagem-300x190.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><strong><span style=\"color: #000000;\">Acompanhamento deve ser feito por tutor e escolas devem estar preparadas para receber aluno com Down<\/span><\/strong><\/h1>\n<p class=\"western\"><span style=\"color: rgb(0, 0, 0);\">S\u00c3O LU\u00cdS \u2013 Pessoas com um grande potencial de absorver conhecimento e desenvolver compet\u00eancias: essa \u00e9 a nova vis\u00e3o de profissionais de diversas \u00e1reas e das fam\u00edlias sobre as crian\u00e7as com s\u00edndrome de Down. Trata-se da educa\u00e7\u00e3o inclusiva, que mostra resultados positivos, ampliando, ainda mais, a capacidades acad\u00eamicas e criando benef\u00edcios para a socializa\u00e7\u00e3o dessas pessoas.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\"><span style=\"color: #000000;\">O trabalho de inclus\u00e3o deve iniciar-se j\u00e1 na fam\u00edlia. A terapeuta ocupacional Juliana Bandeira destaca que as escolas e a pr\u00f3pria sociedade s\u00e3o os outros pilares do desenvolvimento das crian\u00e7as com s\u00edndrome de Down. &#8220;Hoje em dia, a gente fala muito na quest\u00e3o de inclus\u00e3o. Quando a gente fala de inclus\u00e3o, a gente pensa s\u00f3 escola. Mas, n\u00e3o. Essa crian\u00e7a tem direito a ir a um parquinho, a um cinema. Quando a gente fala isso, a gente pensa que \u00e9 s\u00f3 o pai levar essa crian\u00e7a a esses locais. A gente precisa ter um trabalho, al\u00e9m de social, de conscientiza\u00e7\u00e3o da sociedade em estar recebendo essas crian\u00e7as de uma forma que n\u00e3o haja preconceito, que n\u00e3o haja aquele olhar discriminativo, que existe. O in\u00edcio disso a\u00ed \u00e9 a gente estar trabalhando as nossas cabe\u00e7as e pensar que, hoje em dia, essas crian\u00e7as est\u00e3o nos nossos conv\u00edvios, que s\u00e3o adultos. J\u00e1 foram crian\u00e7as, e s\u00e3o adultos. N\u00f3s precisamos criar, principalmente, oportunidades no mercado de trabalho para essas pessoas&#8221;, enfatiza a especialista em entrevista ao Imirante.com \u2013 ou\u00e7a na \u00edntegra.<\/span><\/p>\n<h4 class=\"western\"><span style=\"color: #0000ff;\">Multiprofissional e interdisciplinar<\/span><\/h4>\n<p class=\"western\"><span style=\"color: #000000;\">Como h\u00e1 atraso em diversas \u00e1reas, o trabalho de acompanhamento das crian\u00e7as com s\u00edndrome de Down deve ser multiprofissional e interdisciplinar, conforme explica a terapeuta ocupacional. &#8220;O desenvolvimento da crian\u00e7a com s\u00edndrome de Down, ele \u00e9 um desenvolvimento atrasado. Quando a gente fala de atraso neuromotor, a gente fala de uma crian\u00e7a que tem mais dificuldade em sentar, engatinhar e andar do que as outras crian\u00e7as. Mas, hoje em dia, isso \u00e9 algo que, com as terapias, com equipe multidisciplinar, est\u00e1 sendo alcan\u00e7ado, o objetivo que \u00e9 essa crian\u00e7a alcan\u00e7ar o \u00e1pice do desenvolvimento motor&#8221;, explica.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\"><span style=\"color: #000000;\">A psicopedagoga Gard\u00eania Abreu, tamb\u00e9m ouvida pela reportagem do Imirante.com, esclarece que o desenvolvimento de uma \u00e1rea \u2013 como a neuromotora, por exemplo \u2013, ajuda no desenvolvimento de outra \u2013 como na escrita. &#8220;Essa crian\u00e7a, ela traz um atraso n\u00e3o s\u00f3 motor, mas ela traz atrasos cognitivos. Aten\u00e7\u00e3o, a quest\u00e3o da mem\u00f3ria, linguagem, existe um deficit em todas essas quest\u00f5es cognitivas e, consequentemente, h\u00e1 uma necessidade de ter uma interven\u00e7\u00e3o maior para que essa crian\u00e7a possa desenvolver todas essas \u00e1reas, e n\u00e3o ficar s\u00f3 na \u00e1rea motora. A gente quer uma crian\u00e7a integral. Para que isso ocorra, h\u00e1<\/span> <span style=\"color: #000000;\">necessidade de uma equipe multidisciplinar: terapeutas ocupacionais, psicopedagogos, psic\u00f3logos, para dar orienta\u00e7\u00e3o para a fam\u00edlia tamb\u00e9m; a pr\u00f3pria fam\u00edlia, no apoio ao trabalho; as escolas; enfim, todos os profissionais envolvidos precisam trabalhar de uma forma \u00fanica, uma forma permanente&#8221;, diz.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\"><span style=\"color: #000000;\">Para o melhor acompanhamento dessas crian\u00e7as, pode haver a necessidade, ou n\u00e3o, de um tutor, que ir\u00e1 facilitar o desenvolvimento de suas aptid\u00f5es. &#8220;O tutor tem o papel de acompanhar essa crian\u00e7a nesse processo de desenvolvimento dentro da escola. Como a Juliana j\u00e1 enfatizou, essas crian\u00e7as t\u00eam um atraso cognitivo. Muitas vezes, n\u00e3o \u00e9 suficiente a aten\u00e7\u00e3o que ela tem, dentro da escola, para o aprendizado de um determinado conte\u00fado. Esse tutor \u00e9 como um facilitador. Ele vai como um acompanhante, como algu\u00e9m que entende e conhece sobre essa crian\u00e7a especificamente. \u00c9 como se fosse um elo entre a crian\u00e7a e os conte\u00fados aprendidos na sala de aula, na escola&#8221;, completa a psicopedagoga.<\/span><\/p>\n<h4 class=\"western\"><span style=\"color: #0000ff;\">Situa\u00e7\u00e3o nas escolas<\/span><\/h4>\n<p class=\"western\"><span style=\"color: #000000;\">A terapeuta ocupacional Juliana Bandeira revela sua preocupa\u00e7\u00e3o com a falta de prepara\u00e7\u00e3o de profissionais em algumas escolas do Maranh\u00e3o. Segundo ela, o Estado n\u00e3o possui uma &#8220;escola ideal&#8221;, que siga todos os requisitos para a educa\u00e7\u00e3o inclusiva. &#8220;Aqui em S\u00e3o Lu\u00eds, onde a gente pode ter uma vis\u00e3o mais pr\u00f3xima da realidade, \u00e9, ainda, meio desesperador, porque muitas escolas j\u00e1 tentam ter essa vis\u00e3o de inclus\u00e3o, j\u00e1 tentam trabalhar de uma forma mais diferenciada com essas crian\u00e7as, mas a gente sabe que, ainda, n\u00e3o \u00e9 o ideal. Essa crian\u00e7a quando est\u00e1 em estimula\u00e7\u00e3o e chega \u00e0 idade escolar, eu fico quase que desesperada com os pais. Qual escola escolher? N\u00f3s fazemos visitas; vamos juntos com e equipe multidisciplinar, com psicopedagogos, pedagogos, fonoaudi\u00f3logos. A escola ideal, n\u00e3o tem, mas h\u00e1 aquela mais adequada para receber essa crian\u00e7a&#8221;, declara.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\"><span style=\"color: #000000;\">Mas tanto para Juliana quanto para psicopedagoga Gard\u00eania Abreu, atualmente, a escola p\u00fablica \u00e9 a mais preparada para receber as crian\u00e7as com s\u00edndrome de Down, porque h\u00e1 pol\u00edticas p\u00fablicas muito bem definidas para esse objetivo, que criam condi\u00e7\u00f5es estruturais nas unidades.<\/span><\/p>\n<h4 class=\"western\"><span style=\"color: #0000ff;\">&#8220;Preparar para incluir&#8221;<\/span><\/h4>\n<p class=\"western\"><span style=\"color: #000000;\">Al\u00e9m da estrutura, outro ponto fundamental \u00e9 forma\u00e7\u00e3o dos profissionais para a inclus\u00e3o. &#8220;H\u00e1 uma necessidade de preparar para incluir. N\u00e3o s\u00f3 a inclus\u00e3o de crian\u00e7as ou pessoas com Down, mas a inclus\u00e3o de todos. As equipes pedag\u00f3gica, t\u00e9cnica e administrativa precisam ter uma prepara\u00e7\u00e3o adequada para o processo de inclus\u00e3o. Quando a gente fala de inclus\u00e3o, de acessibilidade, a gente pensa que \u00e9 mais uma quest\u00e3o f\u00edsica, mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma quest\u00e3o f\u00edsica. Tem uma prepara\u00e7\u00e3o pessoal, tem uma prepara\u00e7\u00e3o dos profissionais, desses professores que v\u00e3o trabalhar com essas crian\u00e7as. Nisso, a gente tem um deficit que come\u00e7a nas nossas forma\u00e7\u00f5es&#8221;, destaca Gard\u00eania.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\"><span style=\"color: #000000;\">E esse trabalho deve ir al\u00e9m das fronteiras da escola. &#8220;Inclus\u00e3o \u00e9 um fato. Ningu\u00e9m pode negar. Ent\u00e3o, n\u00f3s precisamos, sim, nos adaptar a essa realidade, e da melhor forma poss\u00edvel. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 aceitar, mas, vou usar aquele velho jarg\u00e3o, &#8216;vestir a camisa&#8217; e ir ao trabalho. A fam\u00edlia tem sido um cobrador, um verificador, um term\u00f4metro de que se essas escolas est\u00e3o fazendo a coisa certa. Com o conhecimento, com a informa\u00e7\u00e3o que a fam\u00edlia tem hoje, houve uma grande mudan\u00e7a nessa proposta educativa, que, antes, era s\u00f3 de um ambiente socializador. Hoje, as fam\u00edlias sabem que seus filhos t\u00eam potencial, que eles podem render muito mais&#8221;, conclui.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\">Fonte:http:\/\/imirante.globo.com\/maranhao\/noticias\/2014\/08\/08\/educacao-inclusiva-para-criancas-com-sindrome-de-down-e-multiprofissional.shtml<\/p>\n<p class=\"western\">\n<p class=\"western\">\n<p class=\"western\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Acompanhamento deve ser feito por tutor e escolas devem estar preparadas para receber aluno com Down S\u00c3O LU\u00cdS \u2013 Pessoas com um grande potencial de absorver conhecimento e desenvolver compet\u00eancias: essa \u00e9 a nova vis\u00e3o de profissionais de diversas \u00e1reas e das fam\u00edlias sobre as crian\u00e7as com s\u00edndrome de Down. 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