{"id":1113,"date":"2014-08-02T18:14:05","date_gmt":"2014-08-02T18:14:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.socepel.com.br\/wpress\/?p=1113"},"modified":"2014-08-03T18:22:17","modified_gmt":"2014-08-03T18:22:17","slug":"preconceito-dos-professores-impede-inclusao-de-aluno-com-down-diz-usp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socepel.com.br\/?p=1113","title":{"rendered":"Preconceito dos professores impede inclus\u00e3o de aluno com Down, diz USP"},"content":{"rendered":"<h4 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Docentes avaliados acham que crian\u00e7as com defici\u00eancia n\u00e3o aprendem.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #0000ff;\">Pesquisadora concluiu que problema \u00e9 cultural e pode ser generalizado.<\/span><\/h4>\n<p class=\"western\" align=\"LEFT\"><span style=\"color: #000000;\"><a href=\"http:\/\/www.socepel.com.br\/wpress\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/Noticia_20140802_3-1_Imagem.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1114\" src=\"http:\/\/www.socepel.com.br\/wpress\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/Noticia_20140802_3-1_Imagem.jpg\" alt=\"Noticia_20140802_3-1_Imagem\" width=\"600\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/socepel.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/Noticia_20140802_3-1_Imagem.jpg 600w, https:\/\/socepel.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/Noticia_20140802_3-1_Imagem-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a>Aos 9 anos, Ana Luiza cursa o terceiro ano do Ensino Fundamental, como qualquer crian\u00e7a da mesma idade. Apesar de ter S\u00edndrome de Down, est\u00e1 matriculada em uma escola regular, como manda a lei, e recebe todo apoio da dire\u00e7\u00e3o. Na sala dela, por exemplo, trabalham mais duas educadoras, al\u00e9m da professora. A m\u00e3e explica, por\u00e9m, que todos os cuidados nem sempre garantem um tratamento igualit\u00e1rio. \u201cA gente percebe que eles ainda n\u00e3o sabem lidar com o que \u00e9 diferente, n\u00e3o agem com naturalidade\u201d, diz a rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas Sheyla Dutra<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"LEFT\"><span style=\"color: #000000;\">Ela parece ter raz\u00e3o. Um estudo desenvolvido na Escola de Enfermagem da USP em<\/span><span style=\"color: #333333;\">\u00a0<\/span><span style=\"color: #000080;\"><span lang=\"pt-BR\"><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/sp\/ribeirao-preto-franca\/cidade\/ribeirao-preto.html\"><span style=\"color: #a80000;\">Ribeir\u00e3o Preto<\/span><\/a><\/span><\/span><span style=\"color: #333333;\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\">\u00a0<\/span><\/span><span style=\"color: #000000;\">(SP) aponta que a inser\u00e7\u00e3o de alunos com defici\u00eancia em escolas comuns n\u00e3o garante a inclus\u00e3o na pr\u00e1tica. Isso porque, o preconceito dos pr\u00f3prios professores faz com que o resultado seja justamente o inverso, o que a fonoaudi\u00f3loga e pesquisadora Fl\u00e1via Mendon\u00e7a Luiz chama de \u201cexclus\u00e3o dentro da inclus\u00e3o.\u201d<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"LEFT\"><span style=\"color: #000000;\">Durante dois anos, Fl\u00e1via se reuniu toda semana com 10 professores da rede municipal de<\/span><span style=\"color: #000080;\"><span lang=\"pt-BR\"><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/sp\/sao-carlos-regiao\/cidade\/araraquara.html\"><span style=\"color: #a80000;\">Araraquara<\/span><\/a><\/span><\/span><span style=\"color: #333333;\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\">\u00a0<\/span><\/span><span style=\"color: #333333;\">(<\/span><span style=\"color: #000000;\">SP) que lecionavam para crian\u00e7as com Down. Os encontros surpreenderam a pesquisadora, ao constatar que os educadores t\u00eam uma concep\u00e7\u00e3o pr\u00e9via de que crian\u00e7as com defici\u00eancia n\u00e3o s\u00e3o capazes de aprender, principalmente aquelas com defici\u00eancia intelectual, como a S\u00edndrome de Down. Apesar de a amostragem ser pequena &#8211; apenas 10 educadores -, Fl\u00e1via explica que o resultado pode ser generalizado, por se tratar de uma quest\u00e3o cultural.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"LEFT\"><span style=\"color: #000000;\">\u201c<\/span><span style=\"color: #000000;\">Todos os professores da minha pesquisa neutralizavam as crian\u00e7as em sala de aula, ou seja, davam um brinquedo a parte. Ent\u00e3o, enquanto todos faziam uma atividade, em vez de a professora incluir a crian\u00e7a, usando outra estrat\u00e9gia, ela dava um brinquedo que a crian\u00e7a gostasse, ou uma folha sulfite e giz de cera. As professoras j\u00e1 t\u00eam isso como certo: crian\u00e7a com Down n\u00e3o aprende. Ent\u00e3o, como ela faz para ensinar?\u201d, questionou.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"LEFT\"><strong><span style=\"color: #333333;\">Discrimina\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"LEFT\"><span style=\"color: #000000;\">A m\u00e3e de Ana Luiza, a rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas Sheyla Dutra, concorda com a pesquisadora. Ela conta que tentou matricular a filha, sem sucesso, em 16 escolas regulares em Ribeir\u00e3o Preto, entre p\u00fablicas e particulares, antes de encontrar a atual institui\u00e7\u00e3o onde a garota estuda. \u201cCada uma respondia uma coisa para n\u00e3o receb\u00ea-la. Uma chegou ao absurdo de dizer: a gente pode at\u00e9 aceitar, mas n\u00e3o matricula de verdade, fica como aluno ouvinte<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"LEFT\"><a href=\"http:\/\/www.socepel.com.br\/wpress\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/Noticia_20140802_3-2_Imagem.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-1115\" src=\"http:\/\/www.socepel.com.br\/wpress\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/Noticia_20140802_3-2_Imagem.jpg\" alt=\"Noticia_20140802_3-2_Imagem\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"LEFT\"><span style=\"color: #000000;\">Atualmente, Ana recebe toda a aten\u00e7\u00e3o da professora e da dire\u00e7\u00e3o do col\u00e9gio, tem suas<br \/>\nlimita\u00e7\u00f5es respeitadas e participa das aulas como qualquer outro aluno. Mesmo assim, a m\u00e3e afirma que ainda percebe certas dificuldades por parte dos educadores. \u201cQuando a crian\u00e7a sai um pouco do padr\u00e3o, as professoras se sentem despreparadas. Eu pe\u00e7o para elas darem aula de olho fechado. Assim, n\u00e3o existe diferen\u00e7a entre os alunos\u201d, diz Sheyla, que tamb\u00e9m \u00e9 presidente de uma ONG de valoriza\u00e7\u00e3o da diversidade e ministra palestras sobre inclus\u00e3o para educadores.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"LEFT\"><strong><span style=\"color: #333333;\">Novo olhar<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"LEFT\"><span style=\"color: #000000;\">A pesquisadora concorda que a forma\u00e7\u00e3o dos professores tem como base o ensino para alunos que seguem o mesmo padr\u00e3o de aprendizagem. Entretanto, explica que a quest\u00e3o transcende a gradua\u00e7\u00e3o ou a capacita\u00e7\u00e3o dos profissionais. \u201cA forma\u00e7\u00e3o est\u00e1 diretamente ligada com a cultura. Precisa de outro curr\u00edculo? Na verdade n\u00e3o, mas os professores acham que sim, porque eles dizem \u2018eu n\u00e3o aprendi a ensinar crian\u00e7as assim\u2019. Na verdade, eles aprenderam a ensinar qualquer um. O problema est\u00e1 no preconceito, na bagagem cultural.\u201d<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"LEFT\">Fl\u00e1via refor\u00e7a que o cuidador ou mediador, profissional destacado em sala de aula para auxiliar o aluno com defici\u00eancia, como previsto em lei federal, deve se preocupar tamb\u00e9m em n\u00e3o excluir ainda mais a crian\u00e7a com Down dos demais colegas. Segundo Fl\u00e1via, este educador deve auxiliar o professor e n\u00e3o a crian\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"LEFT\"><span style=\"color: #000000;\">\u201c<\/span><span style=\"color: #000000;\">N\u00e3o \u00e9 apenas inserir um cuidador dentro da sala de aula ou mudar a pol\u00edtica educacional. O que falta \u00e9 um outro olhar. \u00c9 olhar para a crian\u00e7a n\u00e3o pelas defici\u00eancias, mas pelas potencialidades. Por isso, os professores precisam refletir, ultrapassar essa esfera cognitiva, refletir sobre seus valores, cren\u00e7as. Precisa haver um espa\u00e7o para que esse tipo de debate ocorra. Isso \u00e9 o que vai modificar a educa\u00e7\u00e3o&#8221;, conclui.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"LEFT\"><a href=\"http:\/\/www.socepel.com.br\/wpress\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/Noticia_20140802_3-3_Imagem.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1116\" src=\"http:\/\/www.socepel.com.br\/wpress\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/Noticia_20140802_3-3_Imagem.jpg\" alt=\"Noticia_20140802_3-3_Imagem\" width=\"600\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/socepel.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/Noticia_20140802_3-3_Imagem.jpg 600w, https:\/\/socepel.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/Noticia_20140802_3-3_Imagem-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"LEFT\">Fonte:http:\/\/g1.globo.com\/sp\/ribeirao-preto-franca\/noticia\/2014\/08\/preconceito-dos-professores-impede-inclusao-de-aluno-com-down-diz-usp.html<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Docentes avaliados acham que crian\u00e7as com defici\u00eancia n\u00e3o aprendem. 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