{"id":1093,"date":"2014-07-30T17:50:30","date_gmt":"2014-07-30T17:50:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.socepel.com.br\/wpress\/?p=1093"},"modified":"2014-07-31T17:53:29","modified_gmt":"2014-07-31T17:53:29","slug":"isolado-no-trabalho-surdo-cria-escola-de-lingua-de-sinais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socepel.com.br\/?p=1093","title":{"rendered":"Isolado no trabalho, surdo cria escola de l\u00edngua de sinais"},"content":{"rendered":"<p class=\"western\"><span style=\"font-size: large;\">Em 2009, \u00c9den Veloso, 38, fundou em Curitiba a editora M\u00e3o Sinais<\/span><\/p>\n<p class=\"western\">O sentimento de inadequa\u00e7\u00e3o foi o ponto de partida para o curitibano \u00c9den Veloso, 38, investir em um neg\u00f3cio pr\u00f3prio. Ele \u00e9 surdo e, quando trabalhou em uma multinacional, sofria preconceito e tinha dificuldade para se comunicar com os colegas.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\"><a href=\"http:\/\/www.socepel.com.br\/wpress\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/Noticia_20140730-3_Imagem.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-1094\" src=\"http:\/\/www.socepel.com.br\/wpress\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/Noticia_20140730-3_Imagem.jpg\" alt=\"Noticia_20140730-3_Imagem\" width=\"310\" height=\"269\" srcset=\"https:\/\/socepel.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/Noticia_20140730-3_Imagem.jpg 310w, https:\/\/socepel.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/Noticia_20140730-3_Imagem-300x260.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 310px) 100vw, 310px\" \/><\/a>&#8220;Nenhuma pessoa da empresa sabia libras [l\u00edngua brasileira de sinais], n\u00e3o tinha comunica\u00e7\u00e3o nem com os funcion\u00e1rios nem com os supervisores da \u00e1rea de produ\u00e7\u00e3o. Todos sabiam que eu era surdo e me colocavam apelidos como mudinho, macaco&#8221;, contou o hoje empres\u00e1rio, que percebia as ofensas por leitura labial.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">Formado em letras, resolveu ent\u00e3o, em 2009, que se dedicaria \u00e0s aulas de libras para que as empresas passassem a se comunicar com os surdos. Para isso, teve de criar o material did\u00e1tico e assim come\u00e7ou a M\u00e3o Sinais, em Curitiba.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">O livro com DVD &#8220;Aprenda Libras com Rapidez e Efici\u00eancia&#8221; custa R$ 30 e j\u00e1 vendeu mais de 45 mil exemplares, diz Veloso. Com o dinheiro do material, o empres\u00e1rio abriu a escola de l\u00edngua de sinais, que tem hoje cerca de cem alunos \u2013apenas um deles \u00e9 deficiente auditivo.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">O interesse de pessoas sem defici\u00eancia em aprender libras surpreendeu quem esperava que o neg\u00f3cio n\u00e3o fosse durar. &#8220;Muitos falavam que era jogar dinheiro no lixo, pois ningu\u00e9m tinha interesse em aprender uma l\u00edngua pouco divulgada&#8221;, lembra Veloso, que considera esse o diferencial de sua empresa.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">O empres\u00e1rio n\u00e3o revela o faturamento, mas cobra de R$ 110 a R$ 130 mensais por quatro horas de aula semanais. A escola tamb\u00e9m presta servi\u00e7os de int\u00e9rpretes e realiza cursos de capacita\u00e7\u00e3o para empresas. O trabalho ajuda a dar f\u00f4lego financeiro \u00e0 escola, que s\u00f3 com as aulas ainda n\u00e3o se mant\u00e9m.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">P\u00fablico interessado \u00e9 restrito, mas foco pode ser segredo do neg\u00f3cio<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">Rodrigo Vianna, consultor do Sebrae-PR (Servi\u00e7o Brasileiro de Apoio \u00e0s Micro e Pequenas Empresas do Paran\u00e1), e Cassio Spina, fundador da aceleradora Anjos do Brasil, dizem que o n\u00famero de produtos e servi\u00e7os criados para atender a deficientes \u00e9 pequeno e isso pode ser uma vantagem.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">Segundo Spina, solu\u00e7\u00f5es voltadas ao p\u00fablico com necessidades especiais s\u00e3o minoria. Por isso, empresas que atendem a essa demanda podem virar refer\u00eancia e ter um p\u00fablico fiel.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">Para Vianna, embora o neg\u00f3cio possa parecer segmentado, ele avalia que o mercado tem demanda, principalmente na internet. &#8220;O fato de estar em Curitiba faz com que menos pessoas tenham acesso. A expans\u00e3o para a internet \u00e9 um caminho natural e que far\u00e1 toda a diferen\u00e7a para crescer. O mais dif\u00edcil, que \u00e9 a ideia e criar conte\u00fado, isso ele j\u00e1 tem.&#8221;<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">Esse \u00e9 o objetivo de Veloso, que pensa em investir em educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia para aumentar seus neg\u00f3cios.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">27% de brasileiros com defici\u00eancia trabalham por conta pr\u00f3pria<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">A dificuldade para encontrar trabalho e empresas adequadas para receber funcion\u00e1rios com defici\u00eancia n\u00e3o \u00e9 uma particularidade da hist\u00f3ria de Veloso. O censo demogr\u00e1fico do IBGE de 2010 mostrou que no pa\u00eds havia 20,3 milh\u00f5es de pessoas com defici\u00eancia ocupadas. Dessas, 27,4% trabalhavam por conta pr\u00f3pria &#8211;percentual maior do que o registrado no total da popula\u00e7\u00e3o (20,8%).<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">Em S\u00e3o Paulo, levantamento feito pelo Sebrae mostra que entre deficientes h\u00e1 mais empreendedores que entre pessoas sem defici\u00eancia.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">De 23% a 27% das pessoas ativas economicamente com alguma defici\u00eancia no Estado s\u00e3o empreendedores, o \u00edndice \u00e9 mais baixo entre deficientes visuais e mais alto entre deficientes f\u00edsicos. Entre os paulistas sem defici\u00eancia, o \u00edndice \u00e9 de 21%.<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">Fonte:<\/p>\n<p class=\"western\" align=\"JUSTIFY\">http:\/\/www.midianews.com.br\/conteudo.php?sid=6&#038;cid=205141<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2009, \u00c9den Veloso, 38, fundou em Curitiba a editora M\u00e3o Sinais O sentimento de inadequa\u00e7\u00e3o foi o ponto de partida para o curitibano \u00c9den Veloso, 38, investir em um neg\u00f3cio pr\u00f3prio. 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